Expointer 2026 exigirá exame de DNA para ovinos inscritos na exposição
Nova regra busca fortalecer o controle genealógico e elevar o padrão genético dos animais que participarão da principal feira agropecuária do Rio Grande do Sul.
A Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco) iniciou o período de inscrições para os criadores interessados em expor animais na 49ª edição da Expointer. O prazo para cadastramento segue até o dia 27 de julho, às 16h, por meio dos canais oficiais da entidade. A feira ocorrerá entre os dias 29 de agosto e 6 de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, no Rio Grande do Sul.
A principal novidade desta edição é a obrigatoriedade da comprovação de parentesco dos animais com seus genitores machos através de exame de DNA. A exigência atende a determinações ligadas ao aprimoramento dos registros genealógicos e ao fortalecimento da qualidade genética dos rebanhos ovinos brasileiros.
Segundo a entidade, a medida faz parte de um processo que vem sendo implementado gradualmente nos últimos anos. Desde 2022, os reprodutores machos utilizados nos registros já precisam possuir perfil genético armazenado no banco de dados da Arco. Agora, a validação da genealogia passa a ser requisito para participação na Expointer.
Cada expositor poderá inscrever até 20 animais por raça ou variedade. As taxas de inscrição para associados variam entre R$ 190 e R$ 230 por exemplar, conforme a quantidade de animais cadastrados. Os valores foram mantidos em relação à edição anterior da feira.
A expectativa da Arco é reunir exemplares de elevado padrão genético, representando diferentes estados brasileiros. Criadores do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo já confirmaram interesse em participar da exposição, considerada uma das mais importantes vitrines da ovinocultura nacional.
A entidade orienta os produtores a realizarem o quanto antes a coleta do material genético dos animais, evitando problemas relacionados aos prazos de envio das amostras e às análises laboratoriais. Também é recomendada a consulta à circular oficial da exposição, que detalha exigências específicas para cada raça, incluindo critérios de peso, tosquia e requisitos reprodutivos.
Além de reforçar a credibilidade dos registros genealógicos, a nova exigência deve contribuir para a valorização comercial dos animais apresentados durante a feira, ampliando a confiança de criadores, compradores e investidores no setor ovino brasileiro.